quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Infornet news-entrevista

Ela é a escritora infanto-juvenil número 1. Campeã de vendas em qualquer livraria, atualmente escreve a coluna “Fala Sério!” na revista Atrevida.

Infonet: Quando você percebeu que o que você gostava era escrever?
Thalita: Desde pequena gosto de escrever. Aos 10 anos de idade eu já me autointitulava fazedora de livros, porque criava meus livros, fazia as ilustrações e grampeava. Virava um livrinho mesmo.

Infonet: Qual é sua intenção ao escrever para jovens?
Thalita: Fazer com que eles percam a implicância com os livros. Agarro os adolescentes pelo humor, logo nas primeiras páginas eles sorriem, então fica mais fácil conquistá-los. Meu objetivo ao escrever é entreter e fazer pensar.

Infonet: Qual sua maior dificuldade quando você começou a escrever livros?
Thalita: Dificuldade? Foi esperar a Rocco me responder se tinha ou não gostado do Tudo por um Pop Star. Demoraram seis meses, mas quando disseram o “sim” foi o máximo. Desde então vivo em lua-de-mel com a minha editora.

Infonet: Qual é seu segredo para fazer crianças saírem de frente ao computador nesse século XXI, na era digital para comprar livros e gostarem do que lerem?
Thalita: Além de fazer a galerinha rir, eles se identificam muito com o que eu escrevo. Muitos dizem que parece que eu olhei no buraco da fechadura das suas casas. Quando eles se sentem como os personagens, eles viajam mais facilmente na história, fica mais dificil largar o livro. Sem contar que escrevo sobre tudo o que eles gostam de ler: namoros, ficadas, relacionamento com os pais, com os amigos, com os professores…

Infonet: Qual dica você dá a aquelas pessoas que querem começar a escrever livros?
Thalita: Começar logo. Muita gente me escreve dizendo que morre de vontade de escrever um livro mas não tem coragem de começar. A tela em branco assusta muita gente, mas o negócio é perder o medo dela e escrever a primeira linha. Logo vai ter o primeiro parágrafo pronto, depois outro… Se estiver difícil, recomendo comprar um gravadorzinho. Gravar as idéias e depois passa-las para o papel é uma coisa que faço até hoje e dá muito certo. No meu site tem uma parte em que dou dicas para escritores iniciantes. De tanto que recebo emails perguntando sobre virar escritor, decidi criar essa sessão. O site é www.thalita.com

Infonet: Seus livros, na maioria das vezes são direcionados ao público feminino. Os garotos reclama disso?
Thalita: Não. Eles implicam num primeiro momento, mas acabam gostando bastante, principalmente do “Fala sério, professor!”, que anda sendo bastante adotado nas escolas, então os meninos são obrigados a ler. E adoram. Quando vou palestrar nos colégios eles são os mais interessados e perguntadeiros.

Infonet: Existe algum projeto para a TV?
Thalita: Não posso chamar de projeto. Existem, sim, algumas idéias, mas nada de concreto.

Infonet: Thalita Rebouças por Thalita Rebouças.
Thalita: Sou fofa.

Infonet: Quais são seus projetos para o futuro?
Thalita: Escrever, escrever, escrever. E malhar. A lei da gravidade começa a se fazer presente e estou ODIANDO isso!

Entrevista

Fala sério, amiga!
por Liliana de La Torre | 05/09/2008

A escritora Thalita Rebouças fala do sucesso com as adolescentes



Temas da matéria

#adolescente, #livro, #evento, #thalita rebouças, #fã, #ler


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Bolsa de Mulher: Fala sério, amiga! é a continuação de uma série de outros títulos com a personagem Malu. O que ela nos traz de novo nesse livro?


Thalita Rebouças: As amigas da Malu e as muitas histórias que a protagonista viveu com elas. Tem de tudo: amiga ciumenta, namorado chato de amiga legal, amiga feia que não pega ninguém, amiga zen, amiga sem noção...

BDM: A que você atribui o sucesso de seus livros para os jovens?


TR: Acho que meus livros fisgam os jovens pelo humor. Eu me divirto muito escrevendo e muita gente me diz que fica rindo sozinho quando está lendo meus "filhotes". Um ponto importante é que eu trato o adolescente com respeito, não como idiota. Não fico também passando nenhuma liçãozinha de moral, faço a galera pensar e chegar às suas próprias conclusões, não quero ensinar nada. Não quero ser a professora ou a tia, eles me consideram uma irmã mais velha, e isso é muito legal.

BDM: Você faz um "corpo-a-corpo" bacana com seus leitores em seus lançamentos. Você é jornalista, mas teve alguma formação em marketing?


TR: Não, tenho cara-de-pau mesmo (risos)! Sério, no começo da minha carreira, quando eu batia na porta das livrarias para fazer eventos para promover meus livros, eu precisava abordar as pessoas para apresentar meu trabalho, porque não ia ninguém. E, entre ficar sozinha com cara de paisagem e ir falar com a galera para mostrar meu trabalho, eu sempre preferi a segunda opção. "Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé"! Foram quatro anos de muita batalha, pensei em desistir, achei que nunca ninguém compraria meus livros por livre e espontânea vontade. O bacana é que nunca perdi o ânimo e a garra. Graças a Deus, deu tudo certo. Hoje, é raro um evento meu não ter uma fila bem grande. E já passei dos 170 mil exemplares vendidos, um número e tanto para o mercado brasileiro.

BDM: Já pensou em roteiros para o cinema?


TR: Vira e mexe algum produtor de cinema me procura para falar em transformar meus livros em filme. Acho que isso vai rolar, mais cedo ou mais tarde, mas não tenho a menor pressa. Meu foco principal são os livros mesmo, e também as palestras motivacionais que dou em eventos de fim de ano e empresas. Adoro falar pra galera não desistir de seus sonhos!

BDM: Quais seus planos para agora? E para em breve?


TR: Agora meu foco está na carreira internacional. Ano que vem, lanço os três livros da coleção "Fala sério" em Portugal, e acho que em breve vou poder contar mais novidades relacionadas à Europa. Por enquanto, só tenho a dizer que tudo o que eu quero é conquistar os adolescentes portugueses, batalhar lá o mesmo que batalhei aqui. Vai ser um recomeço muito bacana, estou muito empolgada.

Extra, 06/12/2008

O Globo, 19/03/2007

Diário de São Paulo

Folha Barra, dezembro / 2004

15/12/2004

Jornal O DIA

01/12/2004

Jornal EXTRA

JORNAL DO BRASIL

CADERNO BARRA

1 de junho de 2004

O FLUMINENSE

9 de maio de 2004

JORNAL DO BRASIL

9 de maio de 2004

Jornal do Brasil

21 de março de 2004

O Globo, 28 de fevereiro de 2004

Jornal do Brasil

27 de fevereiro de 2004

Jornal do Brasil

4 de fevereiro de 2004

O Globo

01 de fevereiro de 2004

O Dia

24 de dezembro de 2003

O Globo

23 de dezembro de 200

Extra

21 de dezembro de 2003

Tribuna de Santos

20 de dezembro de 2003

Jornal do Brasil

19 de dezembro de 2003

O GLOBO

19 de dezembro de 2003

Jornal do Brasil

4 de novembro de 2003

O GLOBO,

2 de dezembro de 2002

Romance para púbilco jovem aborda traição

Escritora lança segundo livro antes de ir para Nova York

A história de uma grande amizade rompida bruscamente após uma traição é o tema do novo romance da jornalista e escritora Thalita Rebouças: "Traição entre Amigas", da editora Ao Livro Técnico. Direcionado ao público adolescente, o romance abordam os conflitos de duas amigas depois que uma delas passa a noite com o namorado da outra. Enquanto a personagem Penélope vai para o exterior, sua amiga Luíza mergulha na Internet.

- Acho que a traição numa amizade choca tanto, ou mais até, do que numa relação homem e mulher. Amigos são a família que a gente escolhe, como se diz por aí - avalia Thalita, moradora de São Conrado, de viagem marcada para Nova York, onde estudará pelos próximos cinco meses.

O livro aborda ainda temas como aborto, sexo, drogas e namoro on line. O lançamento será na próxima quarta-feira, dia 26, simultaneamente na Livraria Ponte de Tábuas, no Jardim Botânico, no Rio, e na Bienal de São Paulo.


Será que esses valem a pena?

Que amigos são esses, gente? O povo que desfila em "Malhação" parece feito sob medida para um livro de auto-ajuda do tipo "aprenda a escolher suas amizades: veja quem evitar". Inveja, segundas intenções e trapalhadas rolam soltas.

O assunto também é tema do livro "Traição entre amigas", (R$ 7,50), de Thalita Rebouças.

- É sobre duas colegas que se apaixonam pela mesma pessoa e uma acaba traindo a outra. É uma questão polêmica e corriqueira. Não tem quem não se identifique. Quem foi que nunca passou por algo parecido? - questiona Thalita.

Desvendando as gírias dos adolescentes



Divulgação Ed Rocco

Divulgação Ed. Rocco

Não é difícil escutar da boca de um adolescente a frase célebre: “ninguém me entende”. Existe uma série de fatores que podem explicar o motivo pelo qual o jovem é uma criatura difícil de compreender.

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Alguns estão diretamente ligados a fatores emocionais e hormonais. Outros são mais literais, e tem a ver com o dialeto da tribo adolescente: as gírias.

Escutar uma conversa de adolescentes não é fácil - e dá vontade de apertar a tecla SAP para traduzir o papo. Thalita Rebouças parece ter apertado a tecla. Jornalista e autora de vários livros que falam a língua dos adolescentes, ela explica o motivo pelo qual os jovens falam gírias. “É para ter um código próprio, uma linguagem diferente daquela que os adultos usam”. Assim, o internauta tem seu vocabulário, assim como o rapper, o skatista ou o surfista têm o seu. Os jovens, no meio disso tudo, também tem o deles.

Thalita Rebouças  divulgação Ed Rocco

Thalita Rebouças / divulgação Ed. Rocco

Como os adolescentes costumam se juntar em grupos de amigos que têm gostos parecidos, também criam um vocabulário próprio, que aproxima os pares e facilita essa etapa tão importante no desenvolvimento social. Mas de onde surgem as gírias? Nem mesmo Thalita, conhecida como a queridinha dos adolescentes, tem uma resposta para essa pergunta. “Aí você me pegou. Acho que podem surgir de um filme, de uma novela ou mesmo de um adolescente mais criativo”.

Outro fator que contribui para a proliferação do vocabulário restrito dos jovens é a Internet. Os sites de relacionamento e a comunicação em tempo real contribuem para que as gírias se espalhem e tomem proporções que vão além das telas do computador, caindo na boca da molecada.

Do mesmo jeito que nascem, as gírias também podem se esgotar e cair no esquecimento. Mesmo sem critério que determine qual gíria vai se eternizar e qual será esquecida, é fato que elas sempre se renovam. “A necessidade de criar novas gírias é a mesma de usar uma roupa diferente, que nenhuma outra tribo usa”, explica Thalita.

As gírias mais pronunciadas, na opinião da escritora, são relacionadas ao primeiro beijo. As letras “BV” querem dizer “Boca Verde (ou Virgem)” e BVL, “Boca Virgem de Língua”. Mas, não se espante se um adolescente te chamar de careta ou falar que “BV” e “BVL” não estão com nada. Afinal, as gírias mudam o tempo todo. Tá ligada?

Thalita escreveu os livros “Fala sério, Mãe”, “Fala sério, Amiga” e “Fala sério, Professor”, além da série “Tudo por um pop star”, “Tudo por um namorado”, “Tudo por um feriado”, entre outros, todos editados pela Rocco, no selo “Jovens Leitores”.

Lista de algumas gírias novas e antigas para você não ficar “por fora”:

Animal - muito bom
Azaração - paquera
BFF - Best Friend Forever - melhor amiga para sempre
Bolado - chateado
De lei - é assim
Irado - muito bom
MP - mente poluída
Meus gerentes não deixam - o mesmo que meus pais não deixam
Rox - irado
Selva - festa em que todo mundo pega todo mundo
SOS - Só o olho salva (quando o cara é feio)
Zoar - fazer bagunça

Você, mãe de adolescente, sabe mais alguma? Conte pra gente.

Por Cínthya Dávila (MBPress)

Thalita Rebouças - a queridinha entre os

s
Thalita Rebouças  a queridinha entre os adolescent

Foto Divulgação

Em uma época que a internet é muito usada pelos jovens, a escritora carioca especialista em adolescentes é um fenômeno entre essa faixa etária de leitores.

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Depois de bater de porta em porta para vender seus livros, e usar muito o seu poder de persuasão, ela já conseguiu a marca de 200 xemplares vendidos.

“Ouvi muitos nãos no começo da minha carreira. Quando ia para as livrarias e dava pirulitos para as pessoas em troca de dois minutos de atenção, ouvi vários. Mas muitos "sim" também, o que me fez seguir em frente e não desistir”, diz.

Já são nove livros publicados, todos com uma uma linguagem bem próxima ao universo dos adolescentes, com situações típicas desta fase - relacionamento com amigos, mãe e namorados.

Thalita é também amiga e companheira de muitas jovens e já visitou inúmeras escolas de Vitória, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro, sempre com seu jeitão descontraído e carismático. Conheça um pouco de Thalita Rebouças nesta entrevista para o Vila Filhos.

Por que escrever para adolescentes?

Porque é na adolescência que muita gente começa a implicar com os livros. Escrevendo para eles, tento fazer com que eles adquiram o hábito da leitura e passem a encarar os livros como as melhores companhias. Hoje em dia eles lêem sim e cada vez mais.

Muitas mães te procuram também? Geralmente o que elas falam?

As mães são muito carinhosas comigo. Elas basicamente me agradecem, dizem que antes de mim os filhos não liam nada e que agora lêem tudo. E a maioria pede o livro Fala sério, filha! Acho muito engraçado, elas querem muito este livro para poder dizer isso para as filhas (risos).

Já se viu em alguma saia justa para responder as perguntas dos adolescentes e das mães?

Já, claro. Recebo todo tipo de pergunta, desde meninas que querem dicas para dar o primeiro beijo sem babar até outras, que namoram escondidas porque o pai não permite que elas tenham namorado antes dos 18, por exemplo.

E na escolas, qual é a repercussão do livro entre os professores?

Os professores têm adotado muito os meus livros, o que me deixa extremamente feliz. Muitos dizem que a partir da leitura dos meus livros os alunos começaram a se interessar mais por literatura e por outros escritores. Outros me dizem que depois de Fala sério, Professor, os alunos ficaram mais carinhosos. É muito bacana esse retorno.

Você já tratou sobre homossexualidade nos livros?

No Traição entre Amigas, o melhor amigo da protagonista é um gay super-assumido e muito divertido, inspirado num grande amigo meu.

E em relação ao namoro, você percebe que muita coisa mudou desde que você era uma adolescente?

Cada vez mais as meninas gostam de ficar, mas com alguém que diga alguma coisa ao coração delas. Pelo que vejo por aí, elas não estão a fim de ficar com um atrás do outro, só por ficar.

E sobre sexo, as mesmas dúvidas permanecem?

Hoje é tudo muito debatido. Se não em casa ou com os amigos, pelas revistas e pela tevê. Não acho que o sexo esteja banalizado, todos se preocupam com a primeira vez e com a camisinha.